Rede – palavras associadas:  


  • Descentralização
  • Horizontalidade
  • Interdependência
  • Flexibilidade
  • Interatividade lateral
  • Conectividade
  • Democracia
  • Autonomia dos membros
  • Participação voluntária
  • Co-responsabilidade
  • Diversidade
  • Multiliderança
  • Integração
  • Cooperação
  • Auto-organização

 
Rede – um novo modo de organização e de transformação da sociedade

Rede Social – caracterização (Chico Whitaker/CBJP, fundador do Fórum Social Mundial)

“As redes constituem uma proposta democrática de realização do trabalho coletivo e de circulação do fluxo de informações, elementos essenciais para o processo cotidiano de transformação social”.

Objetivos:·         a circulação de informações, base comum do funcionamento de todo e qualquer tipo de rede;·         a formação de seus membros;·         a criação de laços de solidariedade entre os membros;·         a realização de ações em conjunto.

Tipos:

 Redes Sociais – 7 Princípios: (Bernardo Toro, intelectual colombiano, consultor da Unicef)

1. Construir confiança: é necessário que as pessoas envolvidas numa rede saibam como cada participante reagirá em situações de grande pressão, por exemplo, a divisão de um financiamento insuficiente para todos. É nessas situações que se conhece os princípios e valores de cada um. Para armar uma rede é necessário reservar tempo para as pessoas se conhecerem e construírem confiança. Os coffee-breaks devem ser longos. É preciso conversar sobre as relações, expor as divergências, vivenciar conflitos, de preferência, com facilitadores profissionais. A transparência nos mecanismos de governança e tomada de decisões também favorece a construção de confiança.
2. Compartilhar valores: toda vez que o grupo se encontra presencialmente é preciso reafirmar os valores, re-pactuar os princípios. Por vezes, os pioneiros da rede estabelecem valores que esperam ser eternos. Mas os valores devem ser sempre re-visitados, reeditados, pois a realidade muda constantemente. Redes sociais, em geral, têm uma rotatividade elevada de membros. Em cada reunião presencial há várias pessoas novas. Por isso, deve-se sempre promover e compartilhar valores, se possível, de maneira planejada e sistemática.
3. Dar e receber: "O que eu ganho com isso?" Essa pergunta, que caracteriza mais o mundo dos negócios privados, também orienta o sucesso de uma rede social. As pessoas e organizações participam de redes que trazem benefícios individuais. Pode ser no alcance de objetivos maiores, públicos – e, para isso, estão dispostas a dar muito do que possuem, em conhecimento e trabalho. Mas a missão da rede também tem que estar inscrita nos objetivos de cada pessoa e organização membro, se não, as demandas do dia-a-dia se sobrepõem às necessidades da rede.
4. Criar produtos e eventos: a simples troca de informações, por site, e-mail ou e-group, não é suficiente para armar uma rede social. As tecnologias de informação e comunicação são meio, não fim. Há exceções – por exemplo, o processo de produção do sistema operacional Linux, em que o fim (um software de informação e comunicação) se confunde com o meio (uma plataforma de relacionamento). Outro campo em que a relação virtual por si só produz resultados é a academia, a universidade, cujo trabalho é a produção e disseminação de conhecimento. Mas redes sociais envolvem prática. A transformação social implica ação, além de reflexão. As redes sociais armam de fato quando se instaura um processo de produção coletiva, em que todos se reconhecem como autores em produtos e eventos.
5. Investir em lideranças: há sempre elos e conjuntos de elos muito mais conectados do que outros. Esses nós e grupos de afinidade têm um poder de multiplicação de idéias e práticas muito maior do que unidades com poucas conexões. Além disso, alguns elos da rede reúnem competências, habilidades e conhecimentos que não estão presentes nos outros. Redes sociais com um centro muito carregado, responsável pelo conjunto das atividades, tendem a ter menos sustentabilidade do que outras em que as funções estão distribuídas de acordo com as competências e lideranças de suas partes. É necessário identificar e fortalecer esses nós e promover grupos de afinidade. Em geral, é preciso também ter alguém que assuma o papel de "líder chato", que mantenha o cronograma de ações e cobre de cada parte seus compromissos. Por isso, é favorável ter uma secretaria executiva ou estrutura semelhante – sem, no entanto, concentrar nela todas as atividades e funções da rede.
6. Sistematizar conhecimentos: a memória de uma rede tem que ser planejada. O tempo e a rotatividade de pessoas em uma rede são sempre uma ameaça de "amnésia sistêmica". Novos membros numa rede tendem a diluir os princípios e valores, se não houver mecanismos de transmissão dos conhecimentos acumulados. Sem isso, há também o risco da rede ter que se reinventar periodicamente. Assim, toda rede precisa sistematizar suas aprendizagens, o que implica não só produzir materiais escritos, como manter processos estruturados de oferta desses conhecimentos – manuais, cursos, tutoria por pares etc.
7. Aprender fazendo: por mais que existam princípios comuns, cada rede é uma rede, as relações e os objetivos são únicos, é sempre uma nova aprendizagem. Nenhuma rede está nunca completa, pois vive sempre em mutação. Redes são orgânicas, alcançam tanto sucesso no mundo dos negócios porque se adaptam às mudanças do ambiente, além de reunir num coletivo diversas competências, habilidades e conhecimentos. Cada rede tem uma cultura, seus princípios e valores. Para construir esse tipo de identidade é necessário se arriscar a aprender fazendo.

Perspectiva de fomento ao Desenvolvimento Local 

Desenvolvimento é desenvolvimento HUMANO SOCIAL Desenvolvimento é SUSTENTÁVEL

 

Desenvolvimento Sustentável: é um modelo econômico, político, social, cultural e ambiental equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades. 

 Redes e Desenvolvimento: podemos considerar que um processo de desenvolvimento sustentável no longo prazo requer horizontalidade no processo e empoderamento dos atores responsáveis por conduzi-lo.

 

 O que faz da organização de rede uma REDE é seu modo de funcionamento. 

 

 “Pensar globalmente e agir localmente”

·         Descobrir ou despertar as vocações locais

·         Capacitar atores sociais

·         Desenvolver as potencialidades específicas locais

·         Fomentar o intercâmbio externo

·         Atendimentos às necessidades imediatas e ao longo do tempo.   

Complexo Cooperativo – Modelo:  é uma concentração local de empreendimentos econômicos solidários que atuam em estreita cooperação entre si, segundo os princípios da economia solidária e articulados ao desenvolvimento local, o que garante a sua sustentabilidade, autonomia e capacidade de inovações endógenas.Estes complexos podem ser compostos por: empreendimentos produtivos, empreendimentos de serviços, instituições de consumo coletivo (cooperativa de consumo), serviços de comercialização, programas de formação, programas de educação ambiental e serviços de assessoria gerencial. A sua gestão deve ser controlada socialmente através da criação de conselhos ou fóruns com a participação dos empreendimentos e atores sociais locais, principalmente representações da comunidade.A construção dos Complexos Cooperativos é um processo gradual que passa pelo desenvolvimento das fases de diagnóstico, articulação institucional e implementação e devem estar articulados a um processo de mobilização social para estruturar a economia e a comunidade local.

Ações Estratégicas – Atuação CATALISA:

·         Potencialização da sociedade civil – Cidadania/Comunidade

·         Fomento ao empreendedorismo popular solidário

·         Qualificação social e profissional

·         Gestão de grupos

·         Práticas sustentáveis – Permacultura

·         Capacitação Técnica em Recursos Hídricos.

 

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