O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) designou as entidades que comporão o Conselho Nacional de Economia Solidária (CNES), órgão consultivo e deliberativo de interlocução permanente entre a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) e os setores da sociedade civil e do governo federal que atuam em defesa da Economia Solidária. O CNES foi instalado nos dias 9 e 10/11/06, tendo sido realizada sua primeira reunião na mesma ocasião.

No dia 08 de novembro, representantes do FBES que integram o CNES realizarm reunião preparatória à instalação do Conselho. Entre as atribuições do Conselho está a de propor diretrizes para as políticas de economia solidária dos ministérios e secretarias e o acompanhamento da execução destas políticas nos órgãos. A SENAES servirá de elo, sempre que necessário, entre o Conselho e os agentes do governo federal.

Representatividade – A composição do CNES resultou de ampla negociação para garantir a representatividade de setores da sociedade e do Estado, elemento essencial para que a interlocução permita a criação de políticas permanentes de economia solidária.

O Conselho é composto por 56 entidades, divididas entre três setores: governo, empreendimentos de economia solidária e entidades não-governamentais de fomento e assessoria à economia solidária.

Representam o governo, além do MTE, os ministérios do Desenvolvimento Agrário, das Cidades, do Meio Ambiente, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Fazenda, da Integração Nacional, da Ciência e Tecnologia e da Educação e Cultura. E, ainda, as secretarias Geral da Presidência da República, de Aqüicultura e Pesca e Especial de Políticas da Promoção da Igualdade Racial, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Fórum Nacional dos Secretários Estaduais do Trabalho e Rede de Gestores de Políticas de Fomento à Economia Solidária.

Os empreendimentos de Economia Solidária estão representados pela Associação Nacional de Cooperativas de Crédito e Economia Solidária (Ancosol), Associação Nacional de Trabalhadores de Empresas de Autogestão (Anteag), Confederação Nacional de Cooperativas da Reforma Agrária (Concrab), União e Solidariedade das Cooperativas e Empreendimentos de Economia Solidária (Unisol), União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), além de 15 representantes de empreendimentos econômicos, indicados pelo Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).

As organizações da sociedade civil e serviços sociais são, entre outras, a Articulação do Semi-Árido, Sebrae, Grupo de Trabalho da Amazônia, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, Rede Cerrado, Rede Economia e Feminismo, Rede de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares, Fundação Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho, Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, Movimento Nacional Quilombolas, Rede Brasileira de Socioeconomia Solidária, Cáritas Brasileira, Fórum de Comércio Ético e Solidário, Associação Brasileira de Entidades de Microcrédito, Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais, Pastoral Social da CNBB, Organização das Cooperativas do Brasil e Agência de Desenvolvimento Solidário da Central Única dos Trabalhadores.

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