Fonte: Fonte: AEN – Agência Estadual de Notícias – Paraná

O governo do Paraná vai colocar à disposição a partir deste ano R$ 160 milhões destinado a financiamentos do programa de microcrédito da Agência de Fomento do Paraná (AFPR) para microempreendedores que desejam abrir ou ampliar seus negócios. Este valor é o dobro do que foi financiado pelo governo entre 2003 a 2006.

O limite de empréstimo fixado em R$ 5 mil desde a criação do programa, passa a ser de R$ 10 mil. Por determinação do governador Roberto Requião, a taxa foi reduzida de 1,5% para 1% ao mês, enquanto que o prazo máximo para o pagamento dos empréstimos foi ampliado de 18 para 24 meses. Os financiamentos poderão ser feitos para o capital de giro, para investimento fixo ou misto, com carência de até três meses.
“O microcrédito já existiu em nosso segundo mandato e financiou empréstimos feitos por cerca de 20 mil pessoas, numa soma de R$ 80 milhões. Agora, nós estamos dobrando esse valor e alocando R$ 160 milhões”, afirmou o governador Roberto Requião, durante a Escola de Governo desta terça-feira (16).
De acordo com Requião, esses recursos deverão ser financiados com o objetivo de atender a vocação de cada região do Estado. “Nós temos que trabalhar em cima de vocações regionais, não apenas no desejo individual do investidor. O trabalho deve estar voltado para as necessidades e possibilidades de descoberta de cada região”, salientou.
Para que isso ocorra, o presidente da Agência, Antonio Rycheta, disse que são necessárias parcerias com municípios, órgãos estaduais e outras entidades. “Nós temos que buscar novas parcerias. Porque a idéia não é só dar dinheiro, mas o efeito social que nós queremos atingir. É um grande desafio”, observou.
Parcerias – Atualmente, a Agência de Fomento trabalha em parceria com as prefeituras municipais. “Elas têm um papel fundamental, pois disponibilizam um agente de crédito, que é capacitado, dentro no nosso conceito de operação financeira. Esse agente é treinado e preparado para perceber a vocação de cada município”, explicou.
Outra entidade que atua em conjunto com a Agência para oferecer o microcrédito para os micros e pequenos empresários é o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, sede Paraná (Sebrae-PR). “Ele treina o agente de crédito, faz o monitoramento e o treinamento do pós-crédito e reciclagens. Isso por meio da parceria com a Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social (Setp), que disponibiliza recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)”, explicou.
Benefícios – De acordo com Rycheta, as medidas adotadas pelo governo estadual beneficiarão os microempreendedores que estão iniciando suas atividades ou expandindo seus negócios, além de trazer outros benefícios para o Estado. “Essa parceria visa justamente viabilizar a geração de emprego e renda”, concluiu.
Resultados – “Dos 399 municípios paranaenses, 350 foram atingidos. Em 44 cidades o programa está em fase de implementação e cinco ainda não aderiram”, contou Rycheta.
Os recursos – que, em geral, são liberados 15 dias após o pedido ser feito formalmente à Agência de Fomento – foram destinados aos setores de serviço (44%), comércio (44%) e indústria (12%). A maior parte foi de investimentos fixos (75%) e mistos (12%), e de capital de giro (13%).
 

Agência de Fomento mantém outros programas

Além do programa de microcrédito, a Agência de Fomento do Paraná (AFPR) mantém outros programas que serão intensificados ou expandidos nos próximos quatro anos. Segundo o presidente da Agência, Antonio Rycheta, as principais ações serão feitas com recursos próprios ou por meios de repasses, divididos por atividades afins ou de gestão.
“A AFPR faz financiamentos e transfere recursos para as linhas de financiamento, tanto para o microcrédito como para os rurais, compras de tratores e implementos agrícolas e outras linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”, disse ele, durante a Escola de Governo desta terça-feira.
De acordo com Rycheta, estão sendo desenvolvidas parcerias com as Secretarias de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e a Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul (Seim). “Temos fundos como o Aval Rural, que já está em atividade. Nós vamos triplicar nos próximos quatro anos a aplicação desse recurso”, afirmou.
Outra ação é o Fundo de Aval da Pequena Empresa, que está montado e estruturado. “Ele depende, agora, da consolidação com a Seim. Isso ocorrerá neste mês e uma vez definido será apresentado ao governador para validação do programa, que servirá para atender ou complementar o fundo de garantia para pequenas empresas”, adiantou Rycheta.

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