Gestão de Diferenças

Partilhamos a compreensão de que a semente da Cooperação cresce espontaneamente do simples fato de nos percebermos integrantes de um verdadeiro Grupo, em unidade e comunhão de Propósito. Além deste aspecto essencial e a importância de sua contínua vitalização, bem como organização geral e comunicação cuidadosas, outro aspecto fundamental na coesão de um Grupo provém do coração.

O filósofo Schopenhauer sustentava que a raiz da ética é a empatia: que o comportamento ético provém de uma profunda conexão com a humanidade do outro.

Carl Roger nos fala sobre a empatia: “Quando alguém realmente escuta você, sem julgamento, sem procurar assumir responsabilidade por você, sem tentar moldá-lo, isso é uma sensação muito boa. Quando fui ouvido e fui escutado, sou capaz de reperceber meu mundo de uma nova maneira e ir em frente. É impressionante como elementos, que pareciam sem solução, tornam-se solucionáveis quando alguém me escuta.”

A relação empática é um exemplo vivo de presença e é transformadora. Assim, o autêntico espírito de grupo emerge na construção de relações e laços afetivos sólidas, numa comunicação efetiva, olho no olho, onde as experiências partilhadas e desafios possam favorecer as bases de um entendimento mútuo, com amorosidade e elos de confiança. Somos levados também a pensar que o exercício consciente da Cooperação no dia a dia contribui de modo orgânico e efetivo para a manifestação da Consciência de Grupo.

Tudo isso certamente é válido de um pequeno Grupo de estudos ou de trabalho a abrangentes organizações internacionais tais como a ONU – em seu papel e sentido originais: respeitar as diferenças, favorecer negociações e o bem estar de todos os povos, garantindo a Paz entre as nações.