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Qualificação

 Social e Profissional visando o desenvolvimento de competências para o trabalho por meio de Cursos e Mini Cursos de qualificação, em atendimento a demandas locais.

Fomento à Economia Solidária

Oficinas e Cursos sobre Economia Solidária, Projetos de Incubação/assessoria de Empreendimentos populares e Redes Locais de Economia Solidária

Práticas Sustentáveis

Educação Ambiental com ênfase em gestão de Recursos Hídricos e de Permacultura e processos de Agenda 21 Local via de oficinas, cursos, programas e assessorias.

Gestão de Grupos

Este trabalho é desenvolvido por meio de Dinâmicas de sensibilização, Oficinas, Cursos de aprofundamento temático e encontros de Assessoria.

Como Obter Microcrédito

Carta da Terra

Divulgação

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Quem são os proprietários do Brasil

Define-se por Desenvolvimento Sustentável um modelo econômico, político, social, cultural e ambiental equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades. Esta concepção começa a se formar e difundir junto com o questionamento do estilo de desenvolvimento adotado, quando se constata que este é ecologicamente predatório na utilização dos recursos naturais, socialmente perverso com geração de pobreza e extrema desigualdade social, politicamente injusto com concentração e abuso de poder, culturalmente alienado em relação aos seus próprios valores e eticamente censurável no respeito aos direitos humanos e aos das demais espécies.

O conceito de sustentabilidade comporta sete aspectos ou dimensões principais, a saber:

  • Sustentabilidade Social* - melhoria da qualidade de vida da população, eqüidade na distribuição de renda e de diminuição das diferenças sociais, com participação e organização popular;
  • Sustentabilidade Econômica* - públicos e privados, regularização do fluxo desses investimentos, compatibilidade entre padrões de produção e consumo, equilíbrio de balanço de pagamento, acesso à ciência e tecnologia;
  • Sustentabilidade Ecológica* - o uso dos recursos naturais deve minimizar danos aos sistemas de sustentação da vida: redução dos resíduos tóxicos e da poluição, reciclagem de materiais e energia, conservação, tecnologias limpas e de maior eficiência e regras para uma adequada proteção ambiental;
  • Sustentabilidade Cultural* - respeito aos diferentes valores entre os povos e incentivo a processos de mudança que acolham as especificidades locais;
  • Sustentabilidade Espacial* - equilíbrio entre o rural e o urbano, equilíbrio de migrações, desconcentração das metrópoles, adoção de práticas agrícolas mais inteligentes e não agressivas à saúde e ao ambiente, manejo sustentado das florestas e industrialização descentralizada;
  • Sustentabilidade Política - no caso do Brasil, a evolução da democracia representativa para sistemas descentralizados e participativos, construção de espaços públicos comunitários, maior autonomia dos governos locais e descentralização da gestão de recursos;
  • Sustentabilidade Ambiental - conservação geográfica, equilíbrio de ecossistemas, erradicação da pobreza e da exclusão, respeito aos direitos humanos e integração social. Abarca todas as dimensões anteriores através de processos complexos.
* Sachs, Ignacy. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2000.  
 
O grande marco para o desenvolvimento sustentável mundial foi, sem dúvida a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992 (a Rio 92), onde se aprovaram uma série de documentos importantes, dentre os quais a Agenda 21, um plano de ação mundial para orientar a transformação desenvolvimentista, identificando, em 40 capítulos, 115 áreas de ação prioritária. A Agenda 21 apresenta como um dos principais fundamentos da sustentabilidade o fortalecimento da democracia e da cidadania, através da participação dos indivíduos no processo de desenvolvimento, combinando ideais de ética, justiça, participação, democracia e satisfação de necessidades. O processo iniciado no Rio em 92, reforça que antes de se reduzir a questão ambiental a argumentos técnicos, deve-se consolidar alianças entre os diversos grupos sociais responsáveis pela catalisação das transformações necessárias.

 

Dentre alguns dos focos discriminados na Agenda 21, podemos destacar:

 

  • cooperação internacional
  • combate à pobreza
  • mudança dos padrões de consumo
  • habitação adequada
  • integração entre meio ambiente e desenvolvimento na tomada de decisões
  • proteção da atmosfera
  • abordagem integrada do planejamento e do gerenciamento dos recursos terrestres
  • combate ao desflorestamento
  • manejo de ecossistemas frágeis: a luta contra a desertificação e a seca
  • promoção do desenvolvimento rural e agrícola sustentável
  • conservação da diversidade biológica
  • manejo ambientalmente saudável dos resíduos sólidos e questões relacionadas com os esgotos
  • fortalecimento do papel das organizações não-governamentais: parceiros para um desenvolvimento sustentável
  • iniciativas das autoridades locais em apoio à agenda 21
  • a comunidade científica e tecnológica
  • fortalecimento do papel dos agricultores
  • transferência de tecnologia ambientalmente saudável, cooperação e fortalecimento institucional
  • a ciência para o desenvolvimento sustentável
  • promoção do ensino, da conscientização e do treinamento