This wig ornaments appears very early. As early as in ancient Egypt, the ancient Egyptian men have shaved his head after all shave and wear wigs. Later the Romans by Egyptian influence, is also keen to wear a wig.cosplay wigsclip in hair extensionshuman hair extensions for womenclip in human hair extensionsreal hair wigshuman hair wigs for white women
O Evento Festival da Água no Terceiro Milênio
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HINO NACIONAL BRASILEIRO

2003-05-07 10:04:59

O Autor é discente do curso de Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais campus Poços de Caldas.

in Gestão e Conhecimento, v. 4, n. 2, março/junho 2008.

http://www.pucpcaldas.br/graduacao/administracao/revista/

 

Resumo

 

O Brasil é um país dotado de grandes reservas hídricas superficiais e de uma enorme

biodiversidade aquática, fato este que tem motivado diversos segmentos da sociedade civil

a mobilizar-se em prol da preservação deste inestimável bem. Nas últimas décadas, ocorreu

um acirramento no debate em torno de propostas objetivando conscientizar a sociedade

para o uso racional da água. Neste contexto, o enfoque deste trabalho é descrever como o

evento denominado Festival Água do Terceiro Milênio está prestando uma boa contribuição

no que diz respeito à conscientização da sociedade para o uso correto da água, uma vez que

é um recurso de ordem finita e essencial para a manutenção da vida na Terra. Tal

abordagem, situa-se na temática do desenvolvimento sustentável e traz uma leitura de ações

práticas que estão sendo desenvolvidas, por meio de uma organização não-governametal

(ONG) e a comunidade da cidade de Caldas, sul do Estado de Minas Gerais.

 

Palavras-chave: Meio ambiente, água, sustentabilidade, conscientização e comunidade.

 

1. Introdução

 

O ser humano atravessa hoje uma das mais graves crise de toda a sua história. A

devastação do nosso planeta é uma realidade cada vez mais presente: florestas são

reduzidas a desertos, milhares de espécies de animais e vegetais desaparecem para sempre,

a água e o ar são contaminados, e até a camada de ozônio da biosfera é ferida. Se esta

prática não for revertida, a sua conseqüência mais imediata será a destruição dos recursos

naturais dos quais depende a nossa própria existência. Além desse plano mais imediato,

existe uma ameaça mais grave: a de que o ser humano esqueça o verdadeiro sentido de sua

humanidade.

 

A escassez dos recursos hídricos do planeta e a sua utilização de forma desordenada, estão entre as principais preocupações dos países desde o início da década de 1990, sendo o seu principal manifesto o Capítulo 18 da Agenda 21, estabelecida durante a Eco-92, realizada na cidade do Rio de Janeiro (CNUMAD, 1992). Tal situação decorre, inicialmente, da percepção do aumento da escassez do bem para o consumo humano, tanto pelo aumento da demanda por água, ocasionada pela explosão demográfica e pelo crescimento econômico, quanto pela crescente deterioração da qualidade desse recurso finito, causada pela poluição indiscriminada.

Segundo o World bank (2002), no planeta, mais de um bilhão de pessoas não tem

acesso adequado à água e 1,7 bilhão de pessoas não tem condições sanitárias mínimas. De

acordo com previsões do Programa Ambiental das Nações Unidas, caso os hábitos de

desperdícios e degradação dos recursos hídricos não se modifiquem, até o ano de 2025 dois

terços da população mundial estarão vivendo a condição de escassez de água (UNEP,

2002).

 

Sabe-se que no atual momento não se pode perder mais tempo .Temos que ter uma atitude prol de nosso meio ambiente. Uma simples ação, uma caridade, que seja plantar uma árvore. É notório, que caso façamos uma enquête sobre quantas pessoas já plantaramuma árvore; constataremos que poucas, muito poucas pessoas o fizeram. Plantemos asárvores!

 

Capra (1996), afirma que "defrontamo-nos com toda uma série de problemas

globais que estão danificando a biosfera e a vida humana de uma maneira alarmante, e que

pode logo se tornar algo irreversível. Temos ampla documentação a respeito da extensão e

da importância desses problemas". E o que estamos fazendo?

Vivemos em mundo, dentro de um contexto de consumo desenfreado, no qual a

imagem vale mais do que o bom caráter, no qual status e os valores ilusórios substituem os

princípios da educação e respeito ao próximo, a nós mesmos e ao ambiente como um todo.

Dado que existem limitados recursos e ilimitadas necessidades, o problema

econômico é de alocação de recursos e consiste em maximizar o bem estar da sociedade. As

clássicas teorias e práticas de administração de empresas, micro-componentes da economia,

nem de longe levam em conta os componentes e necessidades socioeconômicos do ser

humano, senão em nível mínimo. Ao que tudo indica, estas teorias já estão condenadas ao

mesmo destino das empresas que as seguirem rigidamente. Daí a surgência de teorias de

evolução, adaptação, contingências e outras que vislumbram mudanças necessárias para

aproximar dos objetivos sociais e macroeconômicos.

Neste contexto, o enfoque do presente artigo é descrever como o evento

denominado Festival Água do Terceiro Milênio está prestando enorme contribuição para a

conscientização sobre a necessidade do uso correto da água, uma vez que é um recurso de

ordem finita e essencial para a vida na Terra. Tal trabalho situa-se na temática do

desenvolvimento sustentável e traz uma leitura de ações práticas que estão sendo

desenvolvidas, por meio de uma organização não-governametal (ONG) e a comunidade da

cidade de Caldas, sul do Estado de Minas Gerais

 

2. Referencial Teórico

 

2.1 Desenvolvimento Sustentável

A WECD (1987), definiu desenvolvimento sustentável como "aquele que atende às

necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras

atenderem à suas próprias necessidades".

Esta definição precedeu uma série de outras conceituações, contudo, todas

preconizam uma forma de desenvolvimento que permita a manutenção da base ecológica

do planeta, ao mesmo tempo em que possibilite a distribuição eqüitativa dos bens e serviços

ambientais a nível global.

A sustentabilidade de verdade é composta por três pilares: economia igualitária,

justiça social e solidária e um ambiente ecológico preservado, e equilibrado. Estes três

valores, têm que estar em comum acordo, dentro de um planejamento empresarial, na

pratica de uma empresa, seja esta micro ou multinacional, em nosso dia a dia, seja quem

for.

 

2.2 Sustentabilidade Ambiental

 

De acordo com a Almeida (1998), é a utilização sustentável de um determinado

recurso natural sem comprometer os limites baseados em sua capacidade regenerativa e

assimilitativa de agentes poluidores, que podem ser definidos mediante políticas de manejo

visando tal controle.

 

2.3 Gestão Ambiental

 

Segundo Romero (2000), é o "o conjunto de procedimento que visam à conciliação

entre desenvolvimento e qualidade de vida, ou seja, procedimentos que possam atingir

desenvolvimento e qualidade de vida para todos os seres vivos".

 

3. O Festival Água do Terceiro Milênio (FA3M)

 

O Festival Água no 3º Milênio (FA3M) é uma realização da Associação Novo

Encanto de Desenvolvimento Ecológico. Reúne educação, arte e ecologia em uma festa

cultural, com envolvimento popular.

O (FA3M) é um evento que acontece na hospitaleira cidade de Caldas, Minas

Gerais. A cidade de Caldas localiza-se em uma região dotada de belezas naturais com águas

minerais e medicinais conhecidas desde o Império e razão pela qual recebeu o nome

Caldas, pois foram comparadas a Caldas da Rainha, em Portugal, de onde surgiram os

nomes "Caldas" e Poços de Caldas. É pólo turístico e um dos lugares mais atraentes e

privilegiados do Brasil. Entretanto, a economia da cidade é basicamente agropastoril e a

ampliação destas atividades tem levado à poluição dos rios, nascentes e lagos das regiões.

Durante a realização do evento a população tem acesso gratuito a atrações artísticas,

informações e esclarecimentos e atividades ecológicas, educativas, com valorização da

identidade cultural da região. Os trabalhos acontecem, simultaneamente, em auditórios,

escolas, igrejas, ruas, praças, parques, ocupando o máximo possível de espaços públicos

obtendo uma maior aproximação com a população.

Com o apoio de vários parceiros e do poder público local. Até a presente data foram

realizadas quatro edições do festival, reunindo pessoas da comunidade, autoridades

públicas, visitantes em sua maioria estudantes e professores em torno de atividades

culturais, educativas e especialmente de celebração e confraternização para uma tomada de

consciência sobre a importância da preservação da água como um bem fundamental para a

sobrevivência da espécie humana.

O projeto foi demonstrado no IV Diálogo Interamericano de Manejo das Águas, da

OEA, em Foz de Iguaçu, em setembro de 2001 e no Encontro da Rede Paz da Unesco, em

São Paulo, em outubro de 2002.

Por sua idéia simples e formatação adaptável às condições locais, o Festival pode

ser realizado em outras cidades. Pela natureza inclusiva e característica mobilizadora da

comunidade, sua expansão é de interesse da Organização dos Estados Americanos - OEA e

da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco,

organismos que dão apoio institucional ao projeto.

 

3.1 Princípios

 

O Festival tem por princípio unir conhecimento, prática e sensibilização:

- O conhecimento dos recursos hídricos do Planeta, de técnicas para uso sustentável da

água, técnicas de despoluição de mananciais, etc., que são apresentados em palestras de

especialistas.

- As práticas e vivências com a água em suas diversas manifestações (fontes, nascentes,

rios, etc) que registram e imprimem sensorialmente aos participantes do evento um

aprendizado empírico quanto à sua importância.

- A sensibilização proporcionada pela arte, em exposições, músicas e outras manifestações

artísticas que cativam e convidam os participantes a olhar para as riquezas hídricas sob

outras perspectivas, distintas do seu cotidiano, ampliando a percepção de sua importância.

 

3.2 A Importância do FA3M para a o Município de Caldas

 

Em mais de 150 anos ocupação humana o município de Caldas, um dos maiores do

sul de minas, sofreu modificações na sua paisagem original, com a substituição de áreas de

mata por pastagens com espécies exóticas como o capim gordura e a agricultura, reduzindo

a pequenas ilhas áreas anteriormente cobertas por florestas, berço de espécies como a

araucária , peroba, cedro, jacarandá e outras nativas desta região de montanhas com

formações florestais de mata atlântica

Em paralelo, o desmatamento para a geração de pastos ameaça a existência de

diversos rios da região.

A atividade de mineração em Caldas teve seu início marcado pela descoberta do

zircônio em áreas próximas a Pocinhos do Rio Verde, ao contrário do que aconteceu na

cidade de Poços de Caldas com a descoberta das jazidas de bauxita que ocasionaram a

vinda de grandes empresas mineradoras, em Caldas as experiências com mineração,

extração do urânio , sienito e dragas de areia em rios como o Pardo são ainda hoje, motivo

de preocupação.

A riqueza e o grande potencial dos recursos hídricos existentes em Caldas,

contrastam em muitos casos com mau uso destes recursos que sofre ainda com o

desmatamento em áreas de preservação; lançamento de esgoto doméstico e animal, má

utilização do solo e outras atividades realizadas na bacia hidrográfica.

O presente projeto consiste em metodologia para que o (FA3M) amplie o seu

alcance, trazendo outros temas para o debate, não minimizando a importância da água

como uma questão estratégica para a preservação da espécie humana, mas também

incorporando ao evento experiências, reflexões e iniciativas voltadas à construção do

desenvolvimento sustentável, onde o uso racional da água se constitui no novo paradigma

da humanidade para este novo século.

A proposta é sensibilizar, divulgar e valorizar algumas experiências de no mundo de

uma nova relação harmoniosa entre o homem e a natureza e que elas precisam ser

assimiladas, estimuladas e principalmente replicadas em nossas comunidades. Assim, temas

como consumo consciente, economia solidária, trocas solidárias, comércio justo,

reciclagem, agenda 21 local, energia renováveis, negócios sustentáveis, tecnologias limpas,

tecnologia social, bem estar, terapias alternativas, permacultura etc, são alguns dos temas

(FA3M), na perspectiva de que o evento seja um momento de conhecer e trocar experiência

sobre estas novas praticas, passando do discurso para ação na construção do

desenvolvimento sustentável.

O Festival dirige-se ao cidadão comum, em especial aos maiores usuários destes

recursos,as crianças e aos jovens, que formarão a futura comunidade. Também objetiva

reunir ambientalistas e artistas locais para a formação de um grupo atuante em prol do uso

sustentável da água.

Neste aspecto, referenciamo-nos ao que Boff (1995), precípua como "a garantia da

continuidade da vida em nosso planeta" quando lentamente estamos descobrindo que o

valor supremo é assegurar a persistência do Planeta Terra ,a herança que o universo nos

entregou para zelar e aperfeiçoar , e é também garantir as condições para que se realize a

espécie humana e cada um dos seus membros da forma o mais coletiva e solidária possível.

 

3.3 Resultados

 

O FA3M foi realizado por quatro vezes na cidade de Caldas, Minas Gerais, em

2004, 2005, 2006 e 2007. O FA3M é realizado também nas cidades de Brasília, Campo

Grande e Caxambu. Estes são alguns resultados do FA3M na cidade de Caldas:

- As escolas, durante cada edição e na continuidade, com ações permanentes:

Inclusão da disciplina "Meio Ambiente" na grade escolar; oficinas de produtos

ecológicos em escolas; limpeza próxima às nascentes, plantio de árvores,

principalmente, de mata ciliar;caminhadas ecológicas de reconhecimento de rios e

espécies vegetais;visitas de escolares a indústrias locais para encaminhamento de

relatórios a autoridades quanto à poluição das águas;

- Parcerias com artistas, educadores, moradores, turistas, ambientalistas, setor

hoteleiro, industrial, Igreja Católica (matriz) para promoção da educação ambiental

e turismo sustentável; destaca-se o atual movimento de reciclagem de lixo;

- Parceria com Universidades (como a PUC), com envolvimento de renomados

profissionais nas atividades do Festival.

- Parceria com a Prefeitura e a Câmara Municipal na realização das edições;

- Abertura de parcerias na comunidade local através de ONGs (Rosa dos Ventos,

Oportunidade, etc) e de ambientalistas para novos projetos para a cidade como por

exemplo o Projeto Estação Rio Verde apresentado no edital da Petrobrás

Ambiental, que ficou entre os 300 melhores projetos dentre os 5000 apresentados,

embora não tenha sido selecionado;

- Parcerias e sensibilização de empresários locais para apoio financeiro para o

Festival;

- Forte disseminação da produção cultural local - lançamento de livros, DVDs, shows,

etc de artistas locais;

- Incentivo a se trazer para Caldas tecnologias e metodologias ambientalistas como

agrofloresta, certificação orgânica e outras.

- Oficinas de produtos ecológicos em escolas, Asilo Vila Vicentina e incentivo à

formação de cooperativas para essa produção;

- Criação da APA - Santuário Ecológico da Pedra Branca, com mais de 14.000

hectares, incluindo a cidade de Caldas;

 

4. Discussões Propostas a partir das Experiências e Percepções do Autor deste Artigo

 

Quem disse que as autoridades, os políticos e os empresários pensam nas futuras

gerações, existem exceções, sim, mas, muito poucas. São tantos os péssimos exemplos.

Sejamos agentes da paz, mas com atitude, e que esta atitude esteja em harmonia

com o nosso meio ambiente! Vamos ser soldados do bem comum. Afinal de contas

vivemos todos neste mesmo planeta Terra.

Caros Administradores e futuros. Uma empresa competitiva cria e recria vantagens

competitivas sustentáveis numa atuação que, do ponto de vista sistêmico, "é de soma

positiva para a sociedade". Uma das recomendações é "aprender a avaliar, no presente, os

custos futuros dos rumos estratégicos que destroem fatores internos, estruturais e sistêmicos

de competitividade e também criar metodologia para analisar custos com visão de longo

prazo".

Nós temos o dever de avaliar quais são os reflexos de nossas atitudes, temos que

pensar na conseqüência de hoje e de amanhã! Por exemplo, uma empresa chega e se instala

em uma cidade e inicia o processo de extração, explora quase todos os recursos naturais

daquele município e depois vai embora. Não gerou quase nada de emprego e muito menos

fez valer o planejamento ou projeto que apresentou para obter a licença de estar na cidade

explorando e extraindo os recursos. Os órgãos, ditos competentes não possuem fiscais

suficientes. Funciona assim, as empresas vão a estes órgãos, pedem licença, apresentam

todos os documentos exigidos - Estudos de Impacto Ambiental (EIA), Relatório de

Impacto Ambiental (RIMA), e algumas nem apresentam, que é obrigatório, o Plano de

Recuperação de Áreas Degradadas (PRADE) - e vão explorando. Eu pergunto, como um

órgão que esta em Belo Horizonte, pode dar licença a uma destas empresas em uma cidade

com distancia de aproximadamente 500 km, no caso a cidade onde moro, Caldas e

Pocinhos do Rio Verde, Minas Gerais, com uma área territorial de 713 Km2, sem estar

presente no local? E mais, quem fiscaliza durante os trabalhos, se não há fiscais suficientes?

O bom senso dos empreendedores, nem pensar! Os trabalhos são realizados o todo o vapor

extraindo, retirando grande parte dos recursos naturais e impactando outros, pois a natureza

toda esta interligada.

A Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico é uma organização não

governamental fundada em 1990, que tem por principal objetivo trabalhar pela Vida e pela

Paz. Na implantação de seus projetos, a Novo Encanto atua com a perspectiva de promover

a paz e harmonizar a atividade humana com a sustentabilidade ambiental. Desenvolve

projetos para a preservação e recuperação de florestas nativas, educação ambiental,

certificação de produtos orgânicos e naturais e promove a realização de fóruns ecológicos.

Realizar e coordenadar o Festival tem sido uma das coisas mais importantes em

minha vida e lembrando que este é um trabalho voluntário e que tenho um time forte, que

auxilia neste trabalho.Sou membro do Conselho Municipal de Conservação e Defesa do

Meio Ambiente de Caldas - CODEMA. Sou micro empresário, no segmento hoteleiro de

Caldas. Digo isso, porque começamos a dar o real valor para as questões sociais e

ambientais tanto no âmbito global e principalmente local, com a nossa pratica, nossa

atitude. Nós todos somos capazes, e podemos realizar algo novo, com bons propósitos e

bons princípios. Acredito que ao unirmos nossos propósitos e praticas, teremos maiores

possibilidades de trocarmos idéias, informações, conhecimento e conseqüentemente uma

realidade mais positiva. Se quisermos de verdade mesmo, somos capazes de transformar

esta situação de descaso com nossa natureza. Mas para que isso aconteça é necessário

estarmos juntos e fazer uma reflexão de nossos comportamentos, nosso respeito com as

pessoas, animais e seres vivos. Podemos mudar para melhor!

Portanto, convido a todos os leitores a participarem. Enviando sugestões e duvidas

para mim, e na medida do possível irei respondendo e com isto vamos estudando juntos e

aprendendo mais.

 

Werner Rabello.

Coordenador Regional -Associação Novo Encanto

de Desenvolvimento Ecológico - Caldas e região.

site:www.novoencanto.org.br

E mail:Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Gerência Regional de Caldas - Minas Gerais

Rua Cel Eurico Paschoal, nº 15- Caldas - Minas Gerais - CEP. 37780-000

Fone:(35) 3735 -2155

Cel :9127- 7353

 

http://www.meioambientepocos.com.br/personalidades/werner.htm

 

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE ÀGUAS; Ministério do Meio Ambiente. Panorama do

Enquadramento dos Corpos d´água. Brasília: ANA, maio, 2005.

AGENDA 21 GLOBAL. Proteção da Qualidade dos Recursos Hídricos: aplicação de

critérios integrados no desenvolvimento, manejo e uso dos recursos hídricos, cap. 18, 1992.

ALMEIDA, L.T.. Política Ambiental: uma análise econômica. São Paulo: Editora Unesp,

1998.

BOFF, Leonardo. Principio -TERRA: A Volta a Terra como pátria comum. São Paulo:

Àtica ,1995.

CAPRA, Fritjof .Ecologia Profunda: Um novo Paradigma. Crise de Percepção. A Teia da

Vida.São Paulo.1996.Editora Cultrix.

CNUMAD, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento.

Agenda 21 capítulo 18. Rio de Janeiro: CNUMAD, 1992.

Souza, Marcelo Pereira de Souza. Instrumentos de Gestão Ambiental: fundamentos e

prática. São Paulo. Editora Riani Costa. 2000.

WECD, World Comission on Environment and Development. Our Common Future.

Oxford, UK: Oxford University Press, 1987.

WORLD BANK, Water supply and sanitation. London, UK: Unit Press, 2002.

UNEP, UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGEMME. Water Branch. London,

UK: Unit Press, 2002.

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