This wig ornaments appears very early. As early as in ancient Egypt, the ancient Egyptian men have shaved his head after all shave and wear wigs. Later the Romans by Egyptian influence, is also keen to wear a wig.cosplay wigsclip in hair extensionshuman hair extensions for womenclip in human hair extensionsreal hair wigshuman hair wigs for white women
Economia Solidária - Texto Base da I CONEA (Síntese)
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Afinando conceitos

A Economia Solidária é um modo diferente de produzir, distribuir, vender, comprar, trocar, consumir, poupar e financiar. Está caracterizada por práticas fundadas em relações de cooperação e solidariedade, inspiradas por valores culturais que colocam o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em vez da acumulação privada de riqueza.

A Economia Solidária é um modo diferente de produzir, distribuir, vender, comprar, trocar, consumir, poupar e financiar. Está caracterizada por práticas fundadas em relações de cooperação e solidariedade, inspiradas por valores culturais que colocam o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em vez da acumulação privada de riqueza.

Esta prática privilegia a autogestão, a valorização do trabalho humano, o desenvolvimento comunitário, a justiça social, o cuidado com o meio ambiente e a responsabilidade com as gerações futuras. Trata-se portanto de uma nova cultura em amadurecimento.

As mudanças estruturais, de ordem econômica e social, ocorridas no mundo nas últimas décadas, fragilizaram o modelo tradicional de relação capitalista de trabalho. O aumento da informalidade e a precarização das relações formais de trabalho afirmaram-se como tendência em uma conjuntura de desemprego em massa. São milhões de trabalhadore(a)s que se sujeitam a abdicar de seus direitos sociais para garantir a sua sobrevivência.

Como movimento de organização popular, amplo e profundo, a Economia Solidária surgiu organicamente da necessidade de uma parcela significativa da população, pobre e alijada do chamado “mercado de trabalho”, de criar condições de sobrevivência e busca de dignidade.

O surgimento e envolvimento de entidades não governamentais de assessoria e fomento à Economia Solidária e a atuação de universidades representam uma resposta de parte da sociedade civil à crise das relações de trabalho e ao aumento da exclusão cidadã em todos os níveis.

As manifestações da Economia Solidária são múltiplas, destacando-se: coletivos informais, cooperativas de produção, de consumo solidário ou de serviços; organizações e grupos de crédito solidário e fundos rotativos; grupos e clubes de trocas solidárias com uso de moeda social (ou comunitária); recuperação de empresas pela autogestão; estabelecimento de cadeias solidárias de produção, comercialização e consumo, organização econômica de comunidades tradicionais, entre outras iniciativas.

O chamado Comércio Justo e Solidário corresponde a práticas de parceria entre produtores e consumidores para superar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros, procurando criar meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, principalmente os pequenos produtores desfavorecidos. O seu propósito é de promover a eqüidade social, a proteção do ambiente e a confiança econômica através do comércio e da promoção de campanhas e conscientização.

Como política pública, a Economia Solidária pode ser entendida como uma estratégia de reversão do contexto de crescente pobreza, exclusão socioeconômica e cultural e precarização do trabalho, sustentada em modos coletivos de geração de trabalho e renda.

As idéias aqui apresentadas dão ênfase às políticas públicas de Economia Solidária e procuram fazer uma síntese do Texto Base da “I Conferência Nacional de Economia Solidária”, junho de 2006.

 

Fazendo um Balanço da Economia Solidária no Brasil

No Brasil, a Economia Solidária se expandiu especialmente na década de 90, como reflexo dos movimentos sociais de combate à pobreza. Está em ação o que podemos chamar de desenvolvimento comunitário/solidário porque seus resultados econômicos, políticos e culturais são compartilhados por todos os participantes, com respeito à diversidade de raça, etnia e gênero.

No Brasil, a Economia Solidária se expandiu especialmente na década de 90, como reflexo dos movimentos sociais de combate à pobreza. Está em ação o que podemos chamar de desenvolvimento comunitário/solidário porque seus resultados econômicos, políticos e culturais são compartilhados por todos os participantes, com respeito à diversidade de raça, etnia e gênero.

Pequenas comunidades isoladas dificilmente alcançam níveis de produtividade, que lhes permitam participar em mercados regionais ou ainda mais ampliados. Para as iniciativas solidárias tornarem-se sustentáveis, precisam cooperar entre si. Daí a importância de formação de redes solidárias.

A organização de empreendimentos por cadeias produtivas é uma estratégia que possibilita o fortalecimento dos mesmos. Uma referência importante é a cadeia do algodão orgânico, que inclui cotonicultores no Ceará, fiações e tecelagens em São Paulo e cooperativas de costura nos estados do Sul.

Atualmente, a Economia Solidária vem crescendo de maneira muito rápida, não apenas no Brasil, mas também em diversos outros países.

Foi realizada no ano de 2005 pelo Ministério do Trabalho e Emprego uma ação de mapeamento da Economia Solidária no Brasil, pelo qual foram entrevistados 14.954 empreendimentos solidários em 2.274 municípios em todo país, culminando com a publicação de um Atlas. Este apontou que 70% dos empreendimentos solidários existentes foram criados entre 1990 e 2005 e que deles participam 1.250.000 trabalhadore(a)s, por meio de múltiplas formas de organização. Predominam as associações, com 54%, em seguida os grupos informais, 33%, e as cooperativas com 11%.

Das atividades desenvolvidas resulta extensa variedade de produtos e serviços em todo o território nacional. Pela Economia Solidária foram recuperadas centenas de empresas falidas em diversas partes do país. A agricultura familiar e os assentados da reforma agrária se organizaram em associações e cooperativas de produção, prestação de serviços e crédito. Estes são apenas alguns avanços na organização social e econômica promovida por meio da Economia Solidária.

Assim, a Economia Solidária, por sua estratégia de reorganização dos processos econômicos e cadeias produtivas se converte ao mesmo tempo em uma estratégia de desenvolvimento endógeno (promovendo o empoderamento local ou micro-regional), numa estratégia de desenvolvimento regional e de integração nacional.” (Texto Base da I Conferência Nacional de Economia Solidária, 2006).

O movimento vem avançando na sua articulação política através de fóruns regionais e estaduais, em especial o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Redes de produção e comercialização, organizações de representação de seus participantes, etc.

No âmbito do Ministério do Trabalho, contamos com a SENAES – Secretaria Nacional de Economia Solidária, tendo à sua frente Paul Singer, economista, professor catedrático da USP, estudioso sério da economia política, autor de vários livros e intelectual renomado.

Outro avanço importante diz respeito às conquistas obtidas em municípios e Estados com a proposição e aprovação de legislações específicas e de interesse da Economia Solidária, além dos “bancos do povo” – democratização do acesso ao crédito, capacitação, centros populares de comercialização, etc.

Para políticas públicas junto ao Poder Público Federal, a instalação do Conselho Nacional de Economia Solidária representa um importante passo e terá a função de ser o interlocutor permanente entre o Ministério do Trabalho, o governo e os setores da sociedade civil que atuam em prol da Economia Solidária, propondo diretrizes para as políticas públicas no setor, a integração de ações interministeriais e acompanhando sua execução.

 

Desafios e Perspectivas

A Economia Solidária deve ser percebida como uma estratégia legítima de desenvolvimento sustentável para o país, de caráter reestruturante, emancipatório e de autonomia a seus beneficiários.

Por ser política de desenvolvimento e por voltar-se para um público-alvo que historicamente tem ficado excluído ou que vem progressivamente ampliando os graus de pobreza, de violência urbana e exclusão social, esta política demanda ações transversais que articulem instrumentos das várias áreas (educação, saúde, trabalho, habitação, desenvolvimento econômico, saúde e tecnologia, crédito e financiamento, inclusão digital, entre outras) para criar um contexto efetivamente propulsor da emancipação e sustentabilidade.

Para realizar seus objetivos, a política pública de Economia Solidária deverá priorizar ações voltadas à superação dos principais gargalos existentes para a consolidação dos empreendimentos solidários: comercialização e distribuição da produção; acesso e organização dos serviços de crédito; reconhecimento jurídico de suas organizações e atividades desenvolvidas; tributação; formação e assistência técnica e desenvolvimento tecnológico. O fortalecimento da Economia Solidária requer uma ampla e articulada ação de formação/capacitação e assistência técnica.

Além da ampliação da sua inserção nos programas existentes voltados para a elevação de escolaridade e qualificação social e profissional é necessário implantar uma rede nacional de assistência técnico-gerencial e acompanhamento aos empreendimentos econômicos solidários e consolidar a implementação de uma rede de agentes comunitários (de desenvolvimento solidário) para promover a articulação da Economia Solidária aos processos de desenvolvimento territorial.

A Economia Solidária vem sendo aplicada como um projeto de desenvolvimento que procura romper com a reprodução da pobreza ou de sobrevivência precária, objetivando a justiça econômica e social, a democracia participativa e a sustentabilidade. Revela-se como estratégia válida de combate à pobreza e às desigualdades regionais e começa a se consolidar na forma de um sistema econômico diferenciado.

O fortalecimento do movimento nacional, independente da estrutura do Estado, passa pela fundamental construção de uma cultura de Economia Solidária na população em geral, nos movimentos populares, sindicatos e partidos.

Podemos perceber que a Economia Solidária pressupõe marcantes transformações no mundo do trabalho e economia, fundamentada na pessoa humana como eixo.

No âmbito internacional, a Economia Solidária se consolidou como questão central no Fórum Social Mundial, na articulação com as experiências de outros países, em especial, dos países da América do Sul .

Informações atualizadas podem ser obtidas permanentemente na página do Fórum Brasileiro (www.fbes.org.br) ou na SENAES (www.mte.gov.br/empregador/economiasolidaria), além de inúmeros links indicados. O FBES emite a cada quinzena um Boletim Eletrônico com notícias do movimento.

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