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Economia Solidária - Texto Base da I CONEA (Síntese)

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Carta Convenção da Diversidade Biológica - COP 8

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O Conceito de Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável

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HINO NACIONAL BRASILEIRO

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O mundo vive hoje em estado de perplexidade diante das inúmeras projeções e perspectivas globais sobre os possíveis efeitos provocados pelo aquecimento do planeta, o maior desafio ambiental do século XXI.

Os grandes centros urbanos precisam se adaptar a esta realidade e repensar sua estrutura e funcionalidade, reduzir as emissões e substituir os combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia. A Região Metropolitana de São Paulo apresenta a maior frota de veículos automotores que lançam na atmosfera 90% de toda a poluição do ar, causando além do impacto ambiental, efeitos perversos na saúde da população.

Sob a coordenação da CATALISA, o Pró Ar surge nesse contexto como um programa focado na implementação e gerenciamento de projetos que contribuam para o controle, redução e neutralização das emissões de poluentes atmosféricos.

Agir no sentido de impedir o colapso da nossa civilização exigirá modelos sustentáveis de urbanização, sendo necessária a capacitação de uma massa crítica da população voltada à multiplicação de estratégias de melhoria da qualidade do ar que respiramos.

Nesse contexto, o papel das empresas é fundamental.

Agir com responsabilidade social e ambiental compartilhada em parceria pode ser um caminho de desenvolvimento onde todos ganham, garantindo um cenário de equilíbrio e prosperidade sustentável.

Não há nenhuma razão para postergar ações nesse sentido.

Medidas podem ser tomadas sem implicar em custos muito elevados e sem impedir o crescimento econômico e o seu desenvolvimento.

O Programa Pró Ar convida a todos os públicos a integrarem nossa rede de cooperação para a sustentabilidade planetária. ...........................................................................................................................................

 

Desafios ambientais do século XXI

1. elevação do nível dos oceanos

2. desertificação

3. derretimento das geleiras

4. mudanças no regime de chuvas

5. perda de biodiversidade

6. perda de áreas agriculturáveis

7. aumento de doenças tropicais (malária, febre amarela, dengue e esquistossomose)

8. aumento dos fluxos migratórios

9. rebaixamento de lençóis freáticos

10. aumento na ocorrência de fortes tempestades

 

Contexto

Existem milhões de pessoas vivendo em áreas sob risco de inundação.

Solos mais secos mudarão o nível de produtividade das colheitas, aumentando o risco de falta de alimentos.

Há um acúmulo de evidências que mostram que a mudança climática está acontecendo e que algo precisa ser feito no presente se quisermos reduzir os efeitos futuros.

 

Segundo o cientista José Bautista Vidal, “o primeiro princípio da termodinâmica diz que nada se move ou se transforma no universo sem energia. Não há nenhuma atividade que possa existir sem energia: não existe agricultura, não existe indústria, transporte, comunicação, forças armadas, nem existe vida.

Nem a vida pode ser mantida sem energia. Se não ingerirmos calorias, nós morreremos. Vejam que coisa fundamental. A energia é um parâmetro absolutamente crucial do processo civilizatório.

Os trópicos, por causa da enorme incidência solar, estão predestinados a promover uma química a partir dos hidratos de carbono e não a petroquímica dos hidrocarbonetos.

É o nosso sol, reator de fusão nuclear natural, que brindou o território dos trópicos com fontes de energia renováveis.”

 

São despejados na atmosfera em São Paulo l.41 milhão de toneladas de monóxido de carbono (CO), 343 mil toneladas de hidrocarbonetos (HC), 307 mil toneladas de óxido de nitrogênio (NOx), 11 mil toneladas de partículas diversas, 5 mil toneladas de óxido de enxofre (SOx).

Esses gases se aglutinam formando um composto de partículas que chamamos de fuligem de diversos tamanhos. As partículas maiores nosso organismo consegue se defender e provocam sintomas mais leves como irritação nos olhos, enjôos, coriza, dor de cabeça, cansaço, congestionamento nasal etc.

 

Já as partículas mais finas PM10 para baixo invadem o nosso sistema respiratório, ultrapassam as defesas naturais do pulmão, chegando às áreas mais profundas e delicadas nas quais se faz a troca de gases e lá se alojam provocando inúmeras patologias brônquio-respiratórias.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a poluição do ar mata 2 milhões de pessoas ao ano. Morrem em São Paulo de 8 a 10 pessoas por dia, vítimas da poluição e gasta-se de 300 a 400 milhões de reais em internações hospitalares com doenças relacionadas ao sistema respiratório provocadas pela poluição.

Reduzir a poluição pode salvar milhares de vidas e melhorar significativamente a qualidade de vida da população já que inúmeros transtornos de saúde podem ser evitados.

O nosso sistema respiratório não foi desenvolvido para respirar metal. Há poluentes de todos os tipos: irritantes, tóxicos e cancerígenos.

Os componentes mais comuns encontrados associados à fuligem são: enxofre, mercúrio, chumbo e outros materiais que além de serem maléficos aos seres vivos, são cumulativos.

A fuligem, também chamada de material particulado, é um composto de partículas suficientemente pequenas que escapam dos filtros naturais do nariz, da garganta e chegam às áreas mais profundas e delicadas do pulmão nas quais se faz a troca de gases e lá se alojam provocando inúmeras patologias brônquio-respiratórias.

O material particulado é considerado a pior ameaça à saúde em termos de poluição do ar.

 

Práticas sociais e ambientais corretas são cada vez mais valorizadas pelo consumidor, pelos investidores, pelas instituições financeiras e pela sociedade.

No ambiente corporativo moderno crescer é fundamental, mas crescer de maneira sustentável, respeitando as demandas sociais; e o meio ambiente é estrategicamente inteligente.

 

Histórico – Pró Ar

O Pró Ar surgiu em 2005 com o desejo de articular esforços e se aliar com organizações, pesquisadores e parceiros afins, na luta pela conservação e preservação da qualidade do ar e estabilidade climática.

Nossa primeira ação foi acompanhar o desenvolvimento do RMP, uma nova tecnologia criada pelo pesquisador/cientista brasileiro Sérgio Varkala Sangiovani que chamou a atenção da mídia pelo fato de promover a redução de material particulado PM 2,5, fato até então inédito no mundo.

Foi realizada uma experiência piloto na cidade de Diadema, SP, com a instalação do equipamento em 60 ônibus da frota municipal, em uma parceria com a Secretaria do Verde.

O experimento foi monitorado pelo laboratório de Pesquisas da Poluição da Faculdade de Medicina da USP, coordenado pelo prof. Paulo Saldiva, um dos maiores especialistas do mundo no estudo das relações da poluição e patologias do sistema respiratório e cardiovascular.

Posteriormente foram realizados novos testes (Lac Tec – Curitiba, PR) e Interlagos. Os resultados indicaram uma redução de 70% de material particulado e gerou um protocolo.

Diante dos resultados obtidos passamos a trabalhar na articulação de parcerias para trazer essa tecnologia para São Paulo que possui uma frota de 15.000 ônibus e uma população de 20 milhões de pessoas.

Nosso propósito é gerar um círculo virtuoso onde todos ganham: população, governo e empresas.